Sep 1

As relações entre organizações sociais e os financiadores de origem privada nem sempre foram consideradas as mais amigáveis. No entanto, uma pesquisa divulgada, no último dia 24, pela Associação Brasileira de ONGs (Abong), mostrou que muito do que se diz sobre esse relacionamento pode ser apenas mais um mito do setor social.

O levantamento “Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados”, realizado com apoio da Oxfam GB, ouviu o que 25 organizações associadas à Abong tinham a dizer sobre os desafios enfrentados por elas, quando financiadas pelo setor privado, para aprofundar o debate sobre sustentabilidade.

“Elas não reportaram imposição ideológica ou excesso de preocupação com a marca por parte de quem as financia. Apresentaram uma relação tranquila, provando que está se formando um ponto de intersecção entre as organizações sociais e as empresas, fundações e institutos corporativos”, explica a responsável pela pesquisa, Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong.

“A interferência de doadores na condução dos projetos e ações de organizações donatárias é tema de discussões, frequentemente permeadas de ideologia e estereótipos. Apesar de haver uma forte dimensão política nessa relação, que não deve ser negligenciada, é importante colocar em perspectiva o cerceamento da autonomia das organizações por parte de seus financiadores”, acredita o gerente da área de Conhecimento do GIFE, Andre Degenszajn.

O lançamento da pesquisa foi acompanhado por um seminário realizado no Instituto Itaú Cultural , em que, entre os temas debatidos, destaca-se a mesa “Sustentabilidade das organizações da sociedade civil e a iniciativa privada”. Nela, representantes da Fundação Avina, Neylar Lins, e do GIFE, Andre Degenszajn, foram convidados a apresentar dados mais contextuais ao estudo.

Um dos pontos centrais postos em discussão foi o da diminuição e saída dos recursos destinados pelas agências de cooperação internacional ao movimento social brasileiro. Segundo levantamento elaborado pelo Instituto Fonte, apresentado pela Neylar, os investimentos estrangeiros para o terceiro setor devem cair 49,9% de 2009 para 2010.

Além da queda prevista para este ano, a pesquisa constatou que já ouve redução no número de instituições que financiam projetos brasileiros entre 2009 e 2010. Das 30 que informaram os investimentos entre 2007 e 2010, 17% reduziram o montante entre 2007 e 2008 e 43% entre 2009 e 2010. Nesse grupo, apenas 1% das organizações estrangeiras aumentaram os recursos, contra 17% entre 2007 e 2008.

Em consonância com as conclusões da Abong, o GIFE lançou no início do ano a Visão do Investimento Social Privado para 2020, que ambiciona um setor relevante e legítimo, abrangendo diversos temas, regiões e públicos, formado por um conjunto sustentável e diversificado de investidores.

Para assegurar essa abrangência é necessário ampliar a prática de doação e diversificar as estratégias de investimento. No entanto, o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti lembra que há um complicador nessa questão: a predominância do investimento corporativo, em comparação ao familiar ou comunitário.

“O investimento corporativo, mesmo o mais sofisticado e voltado ao bem comum, tem um limite: a própria marca. É muito raro uma empresa se envolver em causas ou ações sociais que podem gerar conflitos e polêmicas. Assim, é uma tendência destinar recursos a fins consensuais como educação e cultura, cujo potencial de risco é muito menor a temas como reforma agrária e defesa dos direitos humanos”, argumenta.

Assim, a Visão dedica-se a alterar esse contexto e estimular a diversidade do setor da filantropia no Brasil. Pesa para os próximos 10 anos, fomentar um ambiente mais propício para a criação de fundações independentes, sejam elas comunitárias ou familiares.

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Por Rodrigo Zavala - GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas

Fonte: GIFE - www.gife.org.br

Bara baixar a publicação completa acesse: http://site.gife.org.br//arquivos/geral/abong.pdf

Aug 29

Dia 31 de agosto Uberlândia completa 122 anos e faz uma comemoração sem precedentes. Durante 4 dias, de 26 a 29 de agosto, as artes se unem para a festa, em apresentações de dança, rodas de capoeira, shows musicais, cantorias, intervenções cênicas, performáticas e interativas, gastronomia, literatura e outras expressões culturais. Além dos artistas da cidade, convidados especiais foram chamados. A festa acontece sempre na Praça Sérgio Pacheco, a partir das 19h00 de quinta-feira a sábado e, no domingo, a partir das 10h00 com atrações durante todo o dia até por volta de meia-noite.

Uberlândia 122 Anos – Atrações de música, dança, intervenções cênicas, ônibus-biblioteca e praça de alimentação
Data: de 26 a 28/08, a partir das 19h00; e dia 29/08 a partir das 10h00
Local: Praça Sérgio Pacheco
Entrada Franca - Confira a programação

Aug 28

Embora ainda existam muitos boomers ocupando cargos de liderança, é cada vez maior o número de líderes pertencentes à geração X, especialmente no Brasil. Com um estilo novo de liderança, líderes da geração X possuem características e perspectivas que se encaixam nas demandas e desafios do mundo atual.

Seu senso crítico e capacidade de analisar questões práticas trazem importantes contribuições
para redefinir a realidade. Para a geração X, a liderança não depende da nomeação, ela precisa ser conquistada. Esses líderes são pragmáticos e esperam eficiência, possuem grande
senso de responsabilidade e comprometimento, repertório variado e capacidade para enfrentar
imprevistos – fatores essenciais para confrontar as questões cada vez mais complexas de hoje, em que não há respostas fáceis. O fato de terem visto o mundo se transformar de analógico em digital deu a eles uma capacidade de aliar o novo ao antigo, de associar mass
X class* (Expressão em inglês que contrapõe o conceito de cultura de massa - “mass” - versus o que é de luxo, exclusivo - “class”, de conectar o melhor entre dois mundos.

Agora, muitos líderes da geração X devem atuar como gestores da geração Y, duas gerações que em alguns aspectos apresentam comportamentos parecidos. Assim como a geração Y, a
geração X prefere comunicação clara e direta, gosta de ambiente descontraído e informal e aprecia a liberdade de poder realizar o trabalho de sua própria maneira. Além disso, a geração X se sente confortável diante das inovações tecnológicas e adota a cultura colaborativa da web 2.0, com total abertura para a diversidade. Isso tudo faz com que os conflitos acabem sendo menos marcantes do que entre boomers e a geração Y. Com sua inclinação para inovar,
os líderes X serão peças-chave para liderar a transição entre as organizações de hoje e o  mundo de amanhã, eliminando gradualmente os valores e normas ultrapassados, para consolidar uma forma totalmente nova de trabalhar.

Fonte: LAB SSJ - www.labssj.com.br

Aug 27

Semana passada estava discutindo no trabalho sobre as gerações X e Y e aí veio a confusão de quem era de qual geração e incluímos ou nomeamos a nova geração de geração Z… Como a dúvida e confusão não foi só minha, resolvi postar trechos de um artigo que esclarece quem é quem.

  • Baby Boomers (nascidos entre 1946 - 1964): Experimentaram a grande prosperidade do pós-guerra e agora se aproximam da aposentadoria. Em 1946, as taxas de natalidade cresceram bastante, iniciando um aumento estável que durou por quase 20 anos. Essa explosão na população criou a chamada geração baby boomer. Uma geração que permaneceu como o maior grupo exclusivo de pessoas com um legado cultural, político e econômico sem precedentes, dominando o panorama em todas as etapas de suas vidas. Há algo que uniu os boomers culturalmente de forma inigualável: a televisão. Quando os baby boomers eram jovens, eles viram o homem pisar a Lua, assitiram à Guerra do Vietnã, foram responsáveis por movimentos como a luta pelos direitos civis, pela liberdade sexual e outros protestos dos anos 60. Aos 20 anos, eles criaram a cultura do excesso nos anos 70. Nos anos 80, eles eram os “yuppies”, encontrando seu caminho no mundo corporativo pela primeira vez. Hoje, os boomers mais velhos estão na casa dos 60 anos e, mais uma vez, há uma expectativa de mudança no paradigma pela forma como vão encarar a aposentadoria: trabalhando.
  • Geração X (nascidos entre 1965 e 1979): A geração X cresceu com uma nova realidade social. Assistiu ao início da decadência dos antigos padrões sociais. Muitos eram filhos de pais separados, viviam em casas em que o homem e a mulher trabalhavam fora. Aliás, foi a primeira geração a testemunhar as mulheres adotando um papel social mais independente. A maioria nasceu depois da chegada do homem à Lua (1969), viu surgir as novas tecnologias, como o videocassete e o computador pessoal. Quando eram adolescentes, testemunharam muitas crises e viram adultos serem demitidos das grandes corporações. Isso gerou uma sensação de descrença nas empresas e um forte desejo de preencher a vida com “planos B”, só para garantir. Nesse sentido, não têm medo de renovar e se sentem confortáveis diante da imprevisibilidade. Na vida pessoal, essa geração não é particularmente fã de regras, mas acha que, no trabalho, elas devem ser cumpridas. Geralmente são retratados como pessoas independentes, resilientes e adaptáveis. São responsáveis por inventar as ferramentas dominantes de comunicação do mundo atual. As empresas que revolucionaram a internet, como Google, Amazon e You Tube, ícones da web 2.0, foram criadas por pessoas desta geração.
  • Geração Y (nascidos entre 1980 e 2000): A mais nova geração presente no cenário organizacional. Uma das gerações mais bem protegidas pelos pais, a geração Y cresceu acostumada a ser valorizada, a se sentir especial. Segundo as definições em geral, são ambiciosos, autocentrados, exigentes, confiantes e acreditam que podem mudar o mundo. No trabalho, a geração Y tende a ser definida como um grupo de pessoas mais preocupadas com suas próprias carreiras do que com a organização; como pessoas impacientes para esperar por oportunidades e promoções, que tendem a misturar mais a vida pessoal com a vida profissional (por exemplo, trabalhando de casa ou socializando com colegas de trabalho) do que as outras gerações, e como pessoas mais individualistas, que mudam de trabalho constantemente em busca de novos desafios. Embora algumas dessas características sejam generalizações, é importante olhar os traços marcantes da geração Y com uma perspectiva diferenciada, ampliando as possibilidades de promover um melhor aproveitamento das habilidades desses jovens no ambiente corporativo. Por ser um grupo que apresenta novos desafios àqueles que têm a tarefa de gerenciar e motivar seu trabalho, é importante entender melhor como este grupo de pessoas se comporta.

As experiências que moldaram essas gerações têm implicações importantes no papel que o trabalho exerce em suas vidas, no que esperam receber de recompensa na esfera profissional e como julgam as ações e o desempenho dos outros.

Basicamente todo mundo valoriza e quer as mesmas coisas. A questão é que as prioridades, expectativas e comportamentos variam visivelmente. As pessoas podem querer as mesmas coisas, mas elas querem isso tudo em “pacotes” diferentes, dependendo de quando e de como foram criadas.

Fonte: LAB SSJ  - www.labssj.com.br

Agradecimentos: Brunna Bonino e Dayse de Lima Freitas

Aug 26

Aug 23

Desenvolvimento Sustentável vai muito alé de dar o peixe a quem tem fome e ensinar a pescar

  • É cuidar da qualidade da água do rio, das matas ciliares, evitar a erosão e trabalhar para que nunca falte peixe
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